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Professores de São Tomé reclamam melhores salários e condições de trabalho Professores de São Tomé reclamam melhores salários e condições de trabalho

Professores de São Tomé reclamam melhores salários e condições de trabalho

O Presidente do Sindicado dos Professores e Educadores de São Tomé e Príncipe (Sinprestep) reclamou, na terça-feira, melhores condições salariais, de trabalho e formação para assegurar a qualidade de ensino no país.


“Para que nós possamos ter uma educação de qualidade e do futuro, o primeiro aspeto são as condições do trabalho - o que os professores e educadores não têm. O segundo aspeto que não podemos esconder é o problema salarial. Reconhecemos que o nosso salário está muito aquém de satisfazer as nossas necessidades mensalmente," afirmou Gastão Ferreira, na ilha do Príncipe, durante a atividade comemorativa dos 31 anos do Sinprestep.

Gastão Ferreira referiu que o salário atual dos professores "compromete grandemente o exercício" das funções docentes e considerou que “não haverá educação de qualidade e inclusiva para todos” se os mesmos não tiverem “uma atenção primária,” por parte do Estado.

Segundo o líder sindical os professores são-tomenses licenciados têm um salário de cerca de 4 mil dobras (cerca de 160 euros) mensais o que não corresponde as expetativas da classe docente.

“Não é fácil um professor estar numa sala de aula a exercer as suas funções e a pensar no que vai comer,” referiu Gastão Ferreira recordando que o Sinprestep “é um dos sindicatos ao nível de São Tomé e Príncipe que não concordou com a grelha de reajuste salarial apresentado pelo Governo Central” no ano passado por não trazer melhorias satisfatórias para os professores.

Gastão Ferreira afirmou que a “educação em São Tomé e Príncipe está a degradar, com maior particularidade para a ilha de São Tomé” e alertou que se não se fizer alguma coisa já, “poderá ser tarde.”

Entretanto, o Presidente do Sinprestep disse ter apurado que “em termos de qualidade [de ensino]” a ilha do Príncipe “está no melhor caminho”, mas advertiu para a necessidade de se apostar na formação dos professores residente da ilha.

“A descontinuidade não pode por em causa o desenvolvimento desta ilha. Temos que procurar uma alternativa para receber os professores [do Príncipe] que se dirigem à São Tomé para formação porque temos a plena consciência que a Região autónoma do Príncipe não tem nenhuma universidade,” defendeu o líder sindical que defendeu que “os requisitos e as condições postas em São Tomé também terão que ser postas na Região Autónoma do Príncipe.”

A comemoração do aniversário do Sinprestep também é associada a comemoração do dia nacional dos professores de São Tomé e Príncipe.

 

São Tomé, 12 jan 2022 (Lusa)